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O Facebook estará a estagnar?

17 Jun 2011


O Facebook está prestes a atingir os 700 milhões de utilizadores e tem crescido a uma velocidade impressionante, em países como Brasil, Indonésia, Filipinas, México, Argentina, Índia, Colômbia, Egito e Turquia.


Neste momento, esta rede social, é o ponto principal de comunicação, de promoção de caridade e de consulta de notícias. As pessoas potenciam movimentos revoltosos, falam, interagem, trocam ideias, gostos e desgostos, tornando o Facebook parte complementar da sua vida privada e pública.


Por esse motivo, tem vindo a demonstrar-se como a plataforma ideal para as empresas estarem presentes. Seja como forma de identidade, de e-commerce e de publicidade direcionada.


A possibilidade de o Facebook servir como plataforma preferencial para negócios é exponenciada, quando se pensa nos Facebook Credits como forma de pagamento no mundo real. Uma hipótese bem real, graças ao acesso mobile à internet e a possibilidade de registo único com conta de Facebook.


A queda

Porém, têm saído dados que indicam uma quebra de utilizadores, na ordem dos milhões, em países como os Estados Unidos e Canadá (6 milhões e 1,5 milhões, respetivamente) - os early adopters. Algo que tem influenciado o nível de crescimento da rede social: o número de registos tem vindo a diminuir nestes últimos meses, a nível global.


Duas das razões, segundo o Inside Facebook, têm a ver com o crescimento das redes Twitter e Youtube. O número de utilizadores destas duas redes tem vindo a crescer desde o início de 2011, enquanto o Facebook perdeu 4% de market share nas visitas de redes sociais e fóruns.


Será este o fim?

Tendo em conta estes dados, será que podemos falar de uma estagnação do Facebook, ou do princípio do fim?


Creio que é muito cedo para o dizer. Uma prova são as redes como Youtube e Twitter que também já passaram por um período similar e, no entanto, este ano voltaram a crescer neste mercado.


Outro argumento a favor da empresa de Mark Zuckerberg é a lista de aquisições do Facebook, que prevê um maior investimento em comunicações e aplicações mobile. Uma tendência que se tem definido cada vez mais como uma certeza: o mundo mobile.


Em suma, apesar das vozes contra e a favor, o Facebook tem vindo a conquistar mercado após mercado, mais depressa ou mais devagar, mas tem-se expandido. Os únicos países que ainda resistem a este domínio são a Rússia (com várias reminiscências antiamericanas), nações limítrofes, e a China (país governado por uma ditadura).


Neste momento, a única coisa que pode fazer regredir esta expansão será o rebentar de uma nova bolha tecnológica, uma catástrofe natural a nível mundial ou uma Google, renascida de um erro assumido por Eric Schmidt, que conseguirá potenciar a sua tão esperada rede social Google Me.

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