A importância da formação no crescimento económico é cada vez mais notória e assumida. As recentes alterações do Código de Trabalho, no que concerne ao enquadramento legal da formação e benefícios existentes, confirmam que este é uma forma possível de impulsionar o aumento de conhecimento e consequente produtividade do nosso país. Esta consciência deu início a um tímido mas sustentado despertar da oferta e-learning, como processo que aplica o potencial das tecnologias de informação e comunicação ao desenvolvimento da aprendizagem e da formação.
Com a massificação das tecnologias de informação e a cada vez maior flexibilidade no uso das mesmas, a sua influência e características fizeram-se sentir também sob os métodos tradicionais de ensino, gerando novos e renovados modelos de aprendizagem e novas estruturas organizacionais.
O caso da evolução do ensino tradicional permitiu a passagem do foco de atenção, centralizado no professor, que passa a ser um elemento facilitador de aprendizagem, para o aluno.
Assim, o e-learning é um dos passos mais consistentes na costumização do processo educativo e de formação adaptado às necessidades de cada formando, uma vez que permite planos individualizados ao ritmo de aprendizagem de cada um, e consequente autonomia na gestão de tempo. Também existem ganhos através de uma maior comodidade já que deixa de existir a limitação física e geográfica do espaço de ensino, o que reduz os custos com deslocações quer para formandos, quer para tutores.
Esta metodologia permite assim ao formando desenvolver as competências individuais que necessita, no menor tempo possível, transformando informação em conhecimento.
A oferta portuguesa no que diz respeito ao e-learning, tem vindo a dividir-se em duas frentes: a ferramenta e os conteúdos.
As ferramentas, tendencialmente webisadas, permitem genericamente gerir conteúdos, turmas, formandos, inscrições e avaliações, funcionando algumas como uma extensão do portal colaborativo ou intranet da instituição. Estas encontram-se já numa fase de maturação que permite um elevado grau de autonomia e flexibilidade.
Quanto aos conteúdos, uns mais apelativos do que outros, com maior ou menor recurso às mais valias da multimédia, ainda têm um longo caminho a percorrer, esperando-se que a comunidade académica/científica portuguesa assuma o e-learning como canal privilegiado para se tornar numa tábua de salvação de algumas Universidades e Politécnicos portugueses, invertendo assim, a tendência da crescente extinção de cursos universitários por falta de alunos.
Numa recente entrevista, Eng.º Roberto Carneiro, ex-Ministro da Educação, identifica o mercado brasileiro dos conteúdos como prioritário e uma evolução natural da conjuntura actual. As empresas portuguesas que decidam apostar no fornecimento destes conteúdos, para além do mercado nacional, têm uma forma facilitada, em português brasileiro, de apostar num mercado de 170 milhões de potenciais e-formandos, o que é uma oportunidade de negócio muito apetecível e a não desperdiçar.
Na óptica do tecido empresarial, o investimento em formação estava a tornar-se incomportável pois não se justificavam períodos longos de concepção e desenvolvimento de programas de formação com custos elevados. A opção por formação através de plataformas de e-learning representa não só uma redução efectiva nos custos, como também uma diminuição no absentismo dos colaboradores e um incentivo à própria autonomia e autodisciplina, reforçando estas próprias competências internamente.
Uma das conclusões, retiradas de um inquérito realizado pela Vault. Inc. que suscitou um nível elevado de interesse, é que 85% dos responsáveis de empresas consideram, actualmente, mais aceitável os cursos de formação ou de ensino online do que há 5 anos atrás, embora não esteja ainda em pé de igualdade com os formados e licenciados através do ensino tradicional. Ou seja, a percepção do mercado está a mudar e está a surgir uma nova mentalidade. O próprio ensino ganha novas formas de expressão, tal como o e-learning, estando cada vez mais perto, mais disponível, em suma mais presente.
É possível a integração de ferramentas de comunicação, em tempo real, na própria plataforma de e-learning permitindo a proximidade entre formador/formandos. Imaginemos um aluno com um palm top com acesso wireless em qualquer localização que vai retirando dúvidas sem implicar uma deslocação e perca de tempo. Estar acessível em qualquer parte e em qualquer momento é um cenário cada vez mais real no ensino e na formação. O quadro de xisto e o giz vão ficando mais distantes e caminham a passos largos para serem apenas recordações.
Ricardo Pereira - Director Comercial da comOn - Consultoria, Marketing e Desenvolvimento Informático - www.elementodigital.pt
Ver Clipping da Noticia aqui
Com a massificação das tecnologias de informação e a cada vez maior flexibilidade no uso das mesmas, a sua influência e características fizeram-se sentir também sob os métodos tradicionais de ensino, gerando novos e renovados modelos de aprendizagem e novas estruturas organizacionais.
O caso da evolução do ensino tradicional permitiu a passagem do foco de atenção, centralizado no professor, que passa a ser um elemento facilitador de aprendizagem, para o aluno.
Assim, o e-learning é um dos passos mais consistentes na costumização do processo educativo e de formação adaptado às necessidades de cada formando, uma vez que permite planos individualizados ao ritmo de aprendizagem de cada um, e consequente autonomia na gestão de tempo. Também existem ganhos através de uma maior comodidade já que deixa de existir a limitação física e geográfica do espaço de ensino, o que reduz os custos com deslocações quer para formandos, quer para tutores.
Esta metodologia permite assim ao formando desenvolver as competências individuais que necessita, no menor tempo possível, transformando informação em conhecimento.
A oferta portuguesa no que diz respeito ao e-learning, tem vindo a dividir-se em duas frentes: a ferramenta e os conteúdos.
As ferramentas, tendencialmente webisadas, permitem genericamente gerir conteúdos, turmas, formandos, inscrições e avaliações, funcionando algumas como uma extensão do portal colaborativo ou intranet da instituição. Estas encontram-se já numa fase de maturação que permite um elevado grau de autonomia e flexibilidade.
Quanto aos conteúdos, uns mais apelativos do que outros, com maior ou menor recurso às mais valias da multimédia, ainda têm um longo caminho a percorrer, esperando-se que a comunidade académica/científica portuguesa assuma o e-learning como canal privilegiado para se tornar numa tábua de salvação de algumas Universidades e Politécnicos portugueses, invertendo assim, a tendência da crescente extinção de cursos universitários por falta de alunos.
Numa recente entrevista, Eng.º Roberto Carneiro, ex-Ministro da Educação, identifica o mercado brasileiro dos conteúdos como prioritário e uma evolução natural da conjuntura actual. As empresas portuguesas que decidam apostar no fornecimento destes conteúdos, para além do mercado nacional, têm uma forma facilitada, em português brasileiro, de apostar num mercado de 170 milhões de potenciais e-formandos, o que é uma oportunidade de negócio muito apetecível e a não desperdiçar.
Na óptica do tecido empresarial, o investimento em formação estava a tornar-se incomportável pois não se justificavam períodos longos de concepção e desenvolvimento de programas de formação com custos elevados. A opção por formação através de plataformas de e-learning representa não só uma redução efectiva nos custos, como também uma diminuição no absentismo dos colaboradores e um incentivo à própria autonomia e autodisciplina, reforçando estas próprias competências internamente.
Uma das conclusões, retiradas de um inquérito realizado pela Vault. Inc. que suscitou um nível elevado de interesse, é que 85% dos responsáveis de empresas consideram, actualmente, mais aceitável os cursos de formação ou de ensino online do que há 5 anos atrás, embora não esteja ainda em pé de igualdade com os formados e licenciados através do ensino tradicional. Ou seja, a percepção do mercado está a mudar e está a surgir uma nova mentalidade. O próprio ensino ganha novas formas de expressão, tal como o e-learning, estando cada vez mais perto, mais disponível, em suma mais presente.
É possível a integração de ferramentas de comunicação, em tempo real, na própria plataforma de e-learning permitindo a proximidade entre formador/formandos. Imaginemos um aluno com um palm top com acesso wireless em qualquer localização que vai retirando dúvidas sem implicar uma deslocação e perca de tempo. Estar acessível em qualquer parte e em qualquer momento é um cenário cada vez mais real no ensino e na formação. O quadro de xisto e o giz vão ficando mais distantes e caminham a passos largos para serem apenas recordações.
Ricardo Pereira - Director Comercial da comOn - Consultoria, Marketing e Desenvolvimento Informático - www.elementodigital.pt
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